Por Repórter Popular RJ
Nesta quarta-feira, 1 de abril, ocorreu a assembleia do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro (SINTUPERJ). Centenas de trabalhadores técnicos-administrativos lotaram o auditório 11 da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e aprovaram a deflagração da greve a partir da próxima quinta-feira, 9 de abril.
Os técnicos vêm fazendo assembleias lotadas desde a assembleia pós-carnaval (26/02), onde a categoria, que já estava em estado de greve desde a assembleia realizada em 28/01, queria debater sobre o indicativo de greve. A categoria não queria mais fazer apenas debates de conjuntura, queria avançar no debate organizativo para as lutas que virão.
Após duas assembleias lotadas com uma coordenação tendenciosa da direção do sindicato, se mostrando abertamente contrária a greve, não querendo colocar o indicativo de greve como pauta, implodindo e encerrando assembleias no meio sem terminar as deliberações, a categoria se organizou através de um abaixo-assinado, com mais de 1.000 assinaturas, dentre estas o número mínimo de 10% dos sindicalizados, para poder fazer a direção sindical convocar uma assembleia com tal pauta, conforme o estatuto do SINTUPERJ.
A greve dos técnicos-administrativos se soma à greve dos docentes, que se iniciou no dia 25 março. As duas categorias têm muitas pautas em comum, como o pagamento das duas parcelas da recomposição salarial sancionada pelo ex-governador Cláudio Castro na lei 9436/2021, o pagamento da recomposição salarial de 2024 e 2025, a volta dos triênios, auxílios saúde e educação em contracheque, extensão dos auxílios aos aposentados e recomposição orçamentária para a UERJ.
Há, ainda, a luta pela aprovação do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos técnicos da UERJ, regulamentação do trabalho noturno e remoto e a regularização e pagamento em dia aos terceirizados.
O movimento paredista se dá pela insatisfação da categoria após os calotes de recomposição salarial e anos de tentativas de negociação com o governo Cláudio Castro (PL). Essa é a primeira greve de docentes e técnicos da UERJ após 10 anos. A última greve dos técnicos-administrativos da UERJ foi em 2017, por conta de salários atrasados e condições precárias de trabalho.
A próxima assembleia dos técnicos está marcada para a próxima quarta-feira, 8 de abril, para organizar a greve. No encontro será debatido sobre os comandos de greve e as essencialidades dos setores.
Cabe aos técnicos debaterem em seus setores e chegarem na assembleia com as deliberações tiradas para o debate no pleno da categoria. Assim como caberá aos trabalhadores criar seus comandos locais de greve abertos a todos os técnicos daquela unidade que estejam com disposição a se somar na luta. Nesses comandos locais, devem ser eleitos dois representantes, com paridade de gênero, para formar o comando geral de greve.
