Quem somos

Repórteres Somos Nós!

Somos um coletivo de comunicadores que lutam e de lutadores que comunicam. Lutamos por direitos, por dignidade, por melhores condições de trabalho, estudo e moradia; e comunicamos nossas lutas, nosso dia a dia.

Quando uma câmera de TV chega à Vila, em uma manifestação ou em uma greve, ela vai atrás da mira do fuzil da repressão. O olho da mídia é o jeito que a elite enxerga o povo.

O Repórter Popular conta as histórias de quem vive o dia-a-dia da massa. De quem se reúne com seus colegas de trabalho, de comunidade, de escola e se mobiliza. De quem é parte do povo, com todos os seus dramas e qualidades, contradições e virtudes. Somos parte do povo e defendemos a nossa gente. Aqui não tem estrela, se alguém é protagonista, este alguém é tu!

As estrelas deste jornal são conhecidas de todas e todos. Trabalhadores das fábricas, servidores públicos com arrocho salarial, desempregados que trilham as ruas em busca de uma vaga, camelôs na lida contra o rapa, catadores se equilibrando nas carroças e carrinhos, funcionários de escritório lutando contra o tempo, motoristas de ônibus, lotação, caminhão e táxi e etc dividindo o trânsito cada vez mais caótico, domésticas e diaristas com seus direitos negados, motoboys que arriscam suas vidas para não atrasar uma entrega, o pessoal da saúde peleando contra a morte e o descaso com o SUS, estudantes de rede pública com falta de professores e dezenas de outras categorias e sujeitos das classes oprimidas.

A maior parte da mídia atual está a serviço de algo ou alguém. Anda misturada com assessoria de imprensa, não escuta o outro lado, e vende mais do que a publicidade.

Queremos fazer um jornalismo popular e não panfletário. Nossa motivação é a vida das pessoas mais simples, de nossos vizinhos e companheiros e companheiras de trabalho, de igual para igual.

Por isso não vamos fazer jornalismo olhando pela janela de um prédio ou na frente de um computador em casa, dando opinião para os rumos do país e do mundo, como se aquilo que se vive dia a dia não tivesse importância. Não
negamos a importância do conhecimento e de profissionais do jornalismo, especialmente daqueles que têm compromisso com o povo contra as elites e grandes meios de comunicação. Mas acreditamos, acima de tudo, que é possível uma comunicação popular a partir de quem vive uma ocupação no campo ou na cidade, uma ação solidária na comunidade, uma greve, uma luta por qualidade da educação.

Não humilhamos quem é pobre, nem bajulamos quem é rico. Não andamos debaixo da asa de poderosos e nem rastejamos por anúncios e patrocínios. Apostamos na força dos leitores e no compromisso com o povo. Pisando com humildade, mas marcando o caminho com firmeza. A mesma determinação da mulher do povo, heroína desconhecida que cria os filhos sem pai, trabalha em dois lugares e levanta antes do sol nascer para buscar o pão de cada dia.

Obstinado como qualquer trabalhador e pai de família. Angustiado com as injustiças como a juventude que sobrevive na periferia. Este é teu jornal, e tem a tua cara. Sem estrelas nem maquiagem. Modesto, humilde, firme e solidário como nosso povo.

Faça parte da grande aventura do jornalismo independente e popular. Seja um Repórter Popular.

Nosso maior compromisso é com a realidade, fazendo valer a versão dos que tiveram sua voz calada.

Porque o Povo tem Voz.