Foto: divulgação
Por Repórter Popular PR com informações do jornal Plural
O ex-dirigente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (Sismmar), Gilmar da Silva, que havia sido afastado da direção após denúncias de assédio sexual e moral por funcionárias do sindicato em junho de 2025, também foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por estupro de vulnerável contra uma menina de 11 anos.
A informação foi dada em primeira mão pelo jornal Plural nesta quarta-feira (19). O Repórter Popular também teve acesso à denúncia feita pelo MPSC em 2023, que relata que o suspeito teria passado as mãos na genitália da criança, no ano de 2021, enquanto dividiam um cobertor. O caso tramita na 2ª Vara Criminal de Balneário Camboriú, em segredo de Justiça, e não houve condenação até o momento.
Já o caso das cinco funcionárias que denunciaram Gilmar e outros dirigentes por assédio sexual e moral dentro do Sismmar, também segue tramitando na Justiça Trabalhista de Araucária em sigilo de justiça. Uma das funcionárias teve uma liminar de rescisão indireta (quando o trabalhador “demite” o patrão e sai com seus direitos trabalhistas preservados) deferida em juízo no início deste ano.
Em conversa com uma professora da rede municipal de Araucária (PR), que pediu sigilo por temer retaliações da direção do Sismmar, ela conta que Gilmar continuava dando aulas normalmente em duas escolas municipais, além de ser conselheiro municipal no Conselho Municipal de Educação (CME), mesmo após as denúncias de crimes sexuais no sindicato.
Após a repercussão negativa do caso, a Prefeitura de Araucária oficializou que o professor foi “afastado temporariamente” das escolas. Outra informação apurada é que o suspeito também solicitou a renúncia do cargo no CME no mesmo dia da publicação da matéria.
O Sismmar e o CME não se posicionaram sobre as denúncias até o momento. As professoras e professores afirmam que aguardam um “posicionamento contundente” também do PT de Araucária, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE), entidades das quais Gilmar é militante ativo.
O acusado diz que irá se manifestar apenas nos autos dos processos.
O Repórter Popular segue aberto às manifestações das entidades.
