Servidores estão com salários atrasados em Laguna (SC); categoria organiza manifestações

Por Repórter Popular – SC

Em Laguna (SC), o salário do mês de setembro não caiu na conta de parte dos servidores públicos municipais. Servidores da Saúde, Educação e secretários da Prefeitura estão sem receber e não sabem quando a situação irá se resolver.

O atraso já era antecipado desde a semana passada, quando a Câmara de Vereadores deixou de deliberar sobre um Projeto de Lei de autoria da Prefeitura que pedia a abertura de crédito suplementar para um conjunto de fins, entre eles os pagamentos.

Através de grupos de WhatsApp, servidores já planejam ações de reivindicação. Uma enquete no setor da Educação prevê a produção de faixas e uma manifestação na segunda-feira (05) cobrando a Câmara de Vereadores.

Em um grupo de outro setor, estão sendo organizados panelaços durante a manhã e a tarde de sexta-feira (02), para permitir a participação de colegas que trabalham em um período ou no outro.

O Sindicato dos Servidores Públicos de Laguna e Pescaria Brava, que representa a categoria, ainda não se posicionou publicamente em relação às ações previstas. No entanto, o sindicato estuda acionar a Prefeitura judicialmente para garantir os pagamentos.

Entenda a controvérsia

Segundo a Prefeitura, em nota publicada na última sexta-feira (25), há verba em caixa para honrar com os compromissos salariais. No entanto, como a destinação da verba extrapola a previsão de gastos firmada no início do ano, a aprovação do remanejamento de verbas por parte dos vereadores era necessária para realizar os pagamentos.

O Projeto de Lei 072/2026, que poderia resolver a situação, constava em regime de urgência para a sessão da Câmara de Vereadores da última quinta-feira (24), mas ainda não havia passado pelas comissões.

Dessa forma, sua aprovação dependia da convocação de sessões extraordinárias, o que foi rejeitado pelo presidente da Câmara, o vereador Vitor Elibio (MDB). Além disso, a Câmara decidiu ainda adiar a sessão que aconteceria nesta semana, sob o argumento do primeiro turno das eleições.

O adiamento foi aprovado como medida de coerção por parte da maioria dos vereadores, que atualmente estão na oposição ao prefeito Peterson Crippa (Republicanos). Com isso, a análise do PL está prevista para acontecer apenas no dia 05 de outubro, quando poderá haver autorização para o pagamento do restante da folha.

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