Prefeito de Florianópolis demite mais de 200 servidores e greve se radicaliza

Por Repórter Popular – SC

No dia de ontem (07), as ruas de Florianópolis foram tomadas por uma das maiores marchas já organizadas na história do SINTRASEM, o sindicato dos servidores do município, reunindo mais de 10 mil pessoas. Além dos trabalhadores em greve, o ato foi composto por muitos estudantes, comunidades escolares e usuários dos serviços públicos da cidade.

A presença nas ruas foi uma resposta imediata às últimas medidas adotadas pelo prefeito Topázio (Podemos) e seu Secretário de Educação, Thiago Peixoto, que efetuaram o desconto salarial de servidores e a demissão de mais de 200 trabalhadores contratados em caráter temporário (ACTs). As medidas alcançaram, inclusive, trabalhadores que não haviam ainda aderido à greve, mas mesmo assim foram penalizados com descontos e demissões.

Os trabalhadores municipais de Florianópolis iniciaram sua greve há 16 dias, após a Prefeitura negarem a quase totalidade das reivindicações da categoria na negociação de data-base. Entre as demandas da categoria, estão a reposição salarial, o reconhecimento das auxiliares de sala, chamamento do último concurso público e melhor estrutura para as escolas e unidades de saúde.

Um dia após a manifestação histórica e o aumento da adesão na greve, o Poder Judiciário convocou uma mesa de negociação entre a Prefeitura e o sindicato, uma vez que Topázio estava rejeitando a abertura da negociação. A defesa dos trabalhadores demitidos foi incluída como reivindicação essencial da mobilização, que não irá se encerrar enquanto não houver conquistas reais para a categoria.

A foto de capa é do SINTRASEM.