Por Repórter Popular PR
Familiares e militantes de movimentos, como a Rede Nenhuma Vida a Menos e o Coletivo Filhos Roubados Mães Dizimadas, entre outros, estão mobilizados na reivindicação pela liberação de laudos periciais das vítimas da violência policial no Paraná.
Como parte da agenda de luta, organizaram um protesto no dia 17 de setembro, em frente à Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp/PR). A mobilização defende os direitos das vítimas da violência do braço armado do Estado à uma investigação de qualidade, com perícias bem feitas e com laudos produzidos de forma técnica e rápida.
Segundo a Rede Nenhuma Vida a Menos, “muitas famílias estão há anos esperando pela análise do local do crime ou do corpo da vítima, o que só aumenta o sofrimento. Quando os laudos são finalmente incluídos no processo, eles vêm cheios de falhas, lacunas e faltando informações. Essa é mais uma forma de o Estado fazer com que as famílias desistam de buscar justiça”.
No protesto, nas falas, nos panfletos e nas palavras de ordem em frente à Sesp/PR, também foi denunciada a política de morte promovida pelo estado do Paraná. “Para que a perícia seja realmente técnica, neutra, sem atrasos e interferências da polícia, ela precisa ser independente, autônoma, sem vínculos com as polícias e a secretaria de segurança pública”, explica a Rede.
“Porque do jeito que as coisas estão hoje, a polícia tem o aval pra matar, tem fé pública pra contar a história como quiser, tem a licença pra investigar e ainda tem a liberdade pra ameaçar e atrapalhar as investigações”, afirmam os familiares.
Na manifestação, os participantes também fizeram homenagens à memória daqueles que tiveram suas vidas ceifadas pela violência policial e garantem que a luta por justiça e pelo fim da brutalidade policial irá continuar.
