Memória: Resistência Popular Estudantil relembra a Batalha da UERJ

Por Repórter Popular – RJ

No dia 20 de setembro deste ano, completaram-se dois anos da Batalha da UERJ, e a Resistência Popular Estudantil-RJ (RPE-RJ) realizou uma atividade (23/09) para rememorar o acontecimento e refletir sobre como anda a permanência estudantil dois anos depois do Ato Executivo de Decisão Administrativa 038, o AEDA da Fome.

O AEDA da Fome foi uma medida imposta de maneira autoritária pela reitoria de Gulnar Azevedo e Bruno Deusdará, sem passar pelo Conselho Universitário e durante as férias de meio de ano, que, de um dia para o outro, cortava os direitos a auxílios e bolsas de mais de 5 mil estudantes, ao estabelecer novos critérios para a aquisição desses direitos. A renda mínima per capita exigida para ter acesso a tais direitos passou de um salário mínimo e meio, na época R$ 2.118,00, para meio salário mínimo, R$ 706,00.

Em 2024, depois de dois meses de greve de ocupação estudantil contra o que foi considerado o maior retrocesso da política de permanência estudantil, a tropa de choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro invadiu a universidade, a mando da reitoria de Gulnar e Deusdará, que passou a ser conhecida como reitoria da Fome e do Choque. No dia da invasão, foi montada uma megaoperação, com direito a helicópteros, caminhões-pipa, um efetivo de centenas de policiais, dois ônibus para transporte de presos e até mesmo carros blindados. Quatro pessoas foram presas: dois estudantes, um jornalista e um deputado federal. Na ocasião, o Choque depredou e invadiu o Centro Acadêmico de Filosofia, permanecendo o mistério sobre como eles souberam onde ficava o CAFIL. Além disso, perseguiram os estudantes até mesmo fora da universidade, como todo o Brasil assistiu por meio da mídia burguesa, que vibrava com o acontecimento.

Hoje, dois anos depois, a RPE-RJ, um agrupamento de tendência que reúne estudantes que têm acordos de princípios e metodologia de luta, relembrou, na atividade, a dificuldade de se ter acesso aos dados sobre o impacto do AEDA na vida dos estudantes da UERJ. Até hoje, a reitoria não apresentou os dados de maneira transparente, mas a RPE conseguiu levantar alguns dados, divulgados durante a atividade, os quais também serão divulgados nas redes em breve.

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