Vitória da luta do povo garante Ocupação Reflexo do Amanhã em Volta Redonda (RJ)

Por Repórter Popular – RJ

Em Volta Redonda, interior do estado do Rio de Janeiro, esteve em curso nos últimos dias uma ameaça de despejo de quase 40 famílias residentes na Ocupação Reflexo do Amanhã.

O despejo chegou a ser marcado para a data de 31 de agosto, com anúncio de intenso aparato repressivo mobilizado para destruir as casas dos trabalhadores. A ordem de um juiz de Barra Mansa (RJ) pretendia retornar a propriedade para a empresa MAPE, que não dá nenhum uso social à terra.

Diante da ameaça, os moradores se organizaram através de assembleias e empregaram uma marcha de luta para fazer com que o prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto, assinasse um Decreto de Desapropriação que anularia os efeitos da decisão do juiz.

Nas últimas semanas, outras ações também aconteceram. Os moradores e movimentos sociais apoiadores realizaram uma manifestação na Câmara de Vereadores de Volta Redonda para pressionar o Legislativo. No lançamento da campanha a deputado de Munir, irmão do prefeito, a comunidade esteve presente para exigir uma reunião, que foi prometida diante da pressão realizada – e que só aconteceu porque o movimento continuou cobrando nas atividades de campanha, colocando-a em cheque.

Essas medidas foram acompanhadas de panfletagens e postagens nas redes convocando todo o conjunto da classe trabalhadora para agir em solidariedade e se somar às ações da Ocupação, buscando impedir o despejo.

Todas essas ações citadas foram decididas pelo conjunto dos moradores em assembleias, que sempre reforçaram o caminho da luta popular. Como os próprios moradores afirmaram diversas vezes: os de cima estão interessados em votos e cafezinhos para enganar os trabalhadores, a solução só pode sair da ação do próprio povo.

Como resultado, a vitória veio na quarta-feira (26). O Prefeito Neto assinou o decreto de desapropriação, ficando garantido que a ação de desalojamento perdeu os efeitos e as moradias estão garantidas.

Na assembleia em que se anunciou a vitória, a emoção tomou conta dos moradores, as palmas e palavras de ordem tomaram o ambiente. Alguns choraram de alegria e todos reforçaram um coro único: pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro!

Ainda assim, o tom de vitória não cedeu espaço para baixar a guarda e a assembleia apontou para a continuidade da luta por melhores condições para a moradia e para contaminar outras ocupações do mesmo caminho de lutas.

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