Por Repórter Popular – RJ
Em Volta Redonda (RJ), o prefeito Neto (PP) e seu secretário de educação, Danadai, seguem com o plano de terceirização dos cuidadores escolares. Para isso, estão realizando a contratação de uma empresa que pertence a um amigo do irmão do prefeito – Munir Neto – e possível candidato à Prefeitura em 2026, numa tentativa de perpetuar a dinastia Neto.
Apesar do valor astronômico de R$ 23 milhões para a contratação, a entidade pagará a esses trabalhadores apenas o salário mínimo de 1621 reais. Sobre esse valor, ainda ocorrerão os descontos de passagem e INSS, fazendo com o recebido ao final do mês fique em torno de 1200 a 1300 reais. Essa mudança implica em uma queda de quase mil reais nos valores que recebiam antes da terceirização, mesmo executando uma jornada de 44 horas para ficar com duas, três ou até mesmo quatro crianças com necessidades especiais em uma turma.
Luta contra a terceirização
As mobilizações da categoria contra as medidas de precarização do serviço estão em andamento desde o ano passado. Para isso, os trabalhadores têm se organizado junto ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) e posto em prática diversas táticas para comunicar à população de Volta Redonda o tamanho do ataque que a educação pública está sofrendo.
Mais passos dessa importante luta foram dados nos últimos dias. Em 27 de janeiro, uma reunião cheia convocada para debater os próximos passos da luta coletiva demonstrou uma grande participação da categoria. No dia seguinte (28), foi realizada uma manifestação na Praça da Prefeitura com muita energia, apito, palavras de ordem, cartazes e faixas exigindo o rompimento do contrato de terceirização dos cuidadores educacionais e a garantia de concurso público imediato.
Os trabalhadores deixaram um aviso: “pisa ligeiro, mexeu com o cuidador, atiçou o formigueiro”! A luta está apenas começando e não vai parar até que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados.

