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Rede Nenhuma Vida a Menos promove debate sobre desinvestimento das polícias em Curitiba (PR)

Por Repórter Popular PR

No último sábado (29), uma roda de conversa organizada pela Rede Nenhuma Vida a Menos em Curitiba (PR) reuniu militantes de diversos movimentos sociais e organizações políticas para discutir o desinvestimento das polícias como estratégia de luta para exercer o controle da letalidade policial.

A atividade faz parte da Campanha de Desinvestimento e Controle das Polícias no Brasil, construída inicialmente pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (RJ) e que se expandiu para os estados de São Paulo, Espírito Santo e Paraná através de organizações que se articulam contra o terrorismo de Estado, a brutalidade policial e o genocídio do povo negro na Rede Abolicionista.

No espaço, foram apresentados dados da letalidade policial no estado do Paraná durante os últimos anos, que se agravaram com o governo de Ratinho Jr., bem como o perfil das vítimas: apesar de representar cerca de 35% da população paranaense, o povo negro ainda figura entre os principais alvos do braço armado do Estado. Além disso, foram levantadas informações a respeito do orçamento destinado à Segurança Pública pelo Executivo estadual, que é a terceira pasta que mais recebe recursos públicos, ficando atrás apenas da Educação e da Saúde. No entanto, esses valores tendem a ser ainda maiores, uma vez que investimentos em outras pastas muitas vezes acabam beneficiando o atual projeto de Segurança Pública, como as Escolas Cívico-Militares.

Fazendo uma avaliação do destino que é dado a esses recursos, como compras de armas de guerra (vindas principalmente dos EUA e Israel), blindados, helicópteros, dispositivos de controle e todas as ferramentas utilizadas para produzir a morte do povo negro, pobre e periférico, evidencia-se que a luta pelo desinvestimento das polícias é uma luta pelo remanejamento do orçamento público para políticas sociais que produzam vida, como habitação, assistência social, transporte, saúde e educação. Além disso, é uma estratégia que pode aproximar a luta contra o genocídio do povo negro das lutas dos servidores públicos e da população que depende de tais serviços, muitas vezes subfinanciados e precarizados.

O debate, que contou com a presença da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (RJ), discutiu ainda outras pautas como a implementação de câmeras nas fardas, a descriminalização das drogas e a autodefesa popular.

Rede Nenhuma Vida a Menos

Desde 2019, a Rede Nenhuma Vida a Menos atua firmemente na denúncia da violência policial em Curitiba e Região Metropolitana. O movimento é composto por familiares de vítimas e militantes, que estão na luta por memória e justiça.

Para acompanhar mais atividades da Rede, siga o perfil no Instagram: https://www.instagram.com/redenenhumavidaamenos/

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