O preço do botijão de gás explodiu no último ano e passou a custar mais de R$ 80 em muitos estados. Tudo indica que continuará assim em 2021. Hoje, o valor médio, no país, é de R$ 78 e passa de noventa reais nos estados da região Norte, onde a população em geral é mais pobre.
No último ano, o preço do botijão de gás explodiu e aumento foi de quase 12%, índice muito mais alto que a inflação e que o aumento do salário mínimo, hoje em R$ 1.100,00. Além disso, com o fim do auxílio emergencial, muitas famílias simplesmente estão retornando à extrema pobreza, sem dinheiro para despesas mínimas, como comprar alimentos e pagar contas.
De quem é a culpa?
O aumento do preço do gás tem relação direta com a política de preços que o governo aplica na Petrobras. Em 2017, a empresa passou a reajustar o valor de acordo com os preços internacionais do petróleo e do dólar. Mesmo que o Brasil produza o próprio gás de cozinha, quando os preços lá fora sobem, a Petrobras também aumenta o valor do gás vendido às distribuidoras, que repassam esse aumento à população. O mesmo acontece com gasolina e diesel, por exemplo, o que só ajuda a encarecer o preço de outros produtos, como os alimentos.
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Auxílio emergencial
No meio dessa crise, com desemprego alto, aumento dos casos da covid-19, e muita gente no trabalho informal, o povo vem reivindicando o retorno do auxílio emergencial de R$ 600, cortado pela metade ano passado, e depois encerrado pelo governo federal. A medida provou eficácia, ao dar segurança alimentar a milhões de famílias, dar condições melhores para o isolamento, e ter ajudado a movimentar a economia, por meio do consumo de itens básicos.
Confira os preços médios do botijão em cada estado, em fevereiro de 2021:
| Acre | 97,09 |
| Alagoas | 74,32 |
| Amapá | 98,56 |
| Amazonas | 84,48 |
| Bahia | 73,67 |
| Ceará | 84,87 |
| Distrito Federal | 76,28 |
| Espírito Santo | 74,64 |
| Goiás | 80,71 |
| Maranhão | 80,04 |
| Mato Grosso | 97,66 |
| Mato Grosso do Sul | 77,60 |
| Minas Gerais | 78,22 |
| Pará | 87,67 |
| Paraíba | 80,76 |
| Paraná | 80,31 |
| Pernambuco | 70,65 |
| Piauí | 79,92 |
| Rio de Janeiro | 69,75 |
| Rio Grande do Norte | 78,36 |
| Rio Grande do Sul | 75,14 |
| Rondônia | 91,93 |
| Roraima | 96,50 |
| Santa Catarina | 84,72 |
| São Paulo | 76,89 |
| Sergipe | 81,33 |
| Tocantins | 86,46 |
Fonte dos dados: Agência Nacional do Petróleo





