Por Repórter Popular – SC
No dia 11 de março de 2026 ocorreu a assembleia estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC). Cerca de 600 trabalhadoras e trabalhadores se reuniram na praça Tancredo Neves, em Florianópolis, para decidir sobre a proposta de carreira enviada pelo Governador Jorginho Mello (conhecido como “Pequeno Jorge” pela categoria).
A direção do sindicato abriu a assembleia informando sobre a audiência com o governo e apresentando a “proposta” de descompactação da tabela salarial. Tal “proposta” já havia sido enviada pelo governador à Assembleia Legislativa para ser aprovada, independente da posição da categoria.

A “descompactação” da tabela enviada pelo governador prevê 1% de ganho salarial a cada 3 anos de carreira e apenas 5% de aumento para as trabalhadoras que concluem a especialização. Na prática, mais de 80% da categoria continua ganhando valores bem próximos ao piso nacional. Mesmo aquelas que têm mestrado e anos de carreira continuam ganhando abaixo do salário mínimo com base no DIEESE de 2026 (R$ 7.164,94).
A direção, com apoio de setores da base e aposentados que estavam em peso, aprovaram apenas 40 minutos de debate com 2 minutos por pessoa. Muitas das pessoas inscritas não puderam falar.
Durante a votação, as duas propostas eram: aprovar a tabela enviada no dia anterior pelo Governador (proposta endossada pela direção estadual) ou recusá-la e enviar uma contraproposta. Com explicações confusas e uma votação por aclamação, a tabela já decidida pelo governo foi simbolicamente aprovada pela categoria. Nenhuma reivindicação imediata por melhoria salarial foi deliberada.
Enquanto a assembleia terminava e se caminhava para um ato em frente à Assembleia Legislativa, aparentemente houve uma votação relâmpago para referendar a venda do imóvel da sede do Sinte em Florianópolis. Professores da regional de Florianópolis denunciam que, mesmo na assembleia regional, não houve debate amplo acerca da venda, aprovada num espaço esvaziado.
Ao fim da assembleia, diversos setores de oposição se reuniram para avaliar as decisões e avançar na construção de uma oposição mais coesa. A proposta é construir pela base uma força combativa e com independência de classe, que possa mudar o cenário de 30 anos do mesmo grupo do Partido dos Trabalhadores na direção do Sinte-SC.
O texto foi editado em 13/03 para revisar uma informação.
