Ocupação Reflexo do Amanhã luta contra nova ordem de despejo em Volta Redonda (RJ)

Por Repórter Popular – RJ

A Ocupação Reflexo do Amanhã, localizada no bairro Padre Josimo em Volta Redonda (RJ) atualmente abriga diversas famílias, muitas com crianças e idosos. A ocupação teve início em 2021, onde o contexto da pandemia tornava ainda pior a grave crise social e econômica vivida pela população. A ocupação inicia dando função social a um espaço que estava servindo apenas como local de descarte irregular de lixo. São cinco anos em que são mantidas atividades sociais, solidariedade e apoio mútuo realizado pelos moradores ao construírem coletivamente um local digno de moradia e resistência.

Foram 20 anos na qual a empresa Mape Incorporação e Empreendimentos Ltda mantinha o terreno sem qualquer uso para além do rentismo e especulação imobiliária. O desuso do espaço era tamanho que, mesmo com a oferta da empresa, a Prefeitura negou a compra do terreno. Neste mês de março de 2026, foi decretada uma terceira ordem de despejo contra a ocupação por decisão da juíza da Terceira Vara Cível de Barra Mansa, cidade vizinha de Volta Redonda.

Mesmo com um recurso ao STF solicitando o cancelamento da ordem de despejo, as ações judiciais se mantém porque o STF foi desfavorável à ocupação, de forma que a ocupação segue sob a mira do despejo. Os moradores temem que a terceira reintegração de posse seja tão violenta quanto as duas primeiras.

O episódio demonstra o apoio do Estado à lógica especulativa do mercado imobiliário, razão pela qual se encarecem os alugueis e se agrava a crise habitacional no país. O sudeste, atualmente, é a região com o maior déficit habitacional (2,13 milhões). Assim, a luta por moradia e a defesa de ocupações são vistas como uma ameaça tanto pelo Estado quanto pelas empresas que lucram com a concentração de terras.

Para enfrentar essa nova ameaça, os moradores da Ocupação em conjunto com movimentos sociais irão resistir e defender sua terra e as moradias de seus filhos. Diversas ações estão sendo executadas, incluindo a reivindicação de uma reunião com o prefeito Neto; a demanda pela regularização da área como de interesse social; uma campanha através de moção de solidariedade à Ocupação; bem como ações de agitação e denúncia.

Para mais informações, acesse a página da Ocupação.

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