Por Repórter Popular RS
Com decisão liminar da justiça do Rio Grande do Sul deferida no dia 28 de outubro, o professor Rafael Costa, da rede municipal de educação de Bento Gonçalves (RS), será reintegrado ao trabalho e vai voltar às aulas. Entretanto, o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o servidor segue em andamento.
A mobilização solidária que não deixou Rafael se sentir sozinho em momento algum foi muito importante para essa conquista parcial na justiça, afirma o professor.
Desde o dia 18 de setembro, o servidor foi afastado do trabalho pelo prefeito Diogo Siqueira (PSDB) por uma perseguição política incitada por vereadores do município. Rafael responde a um PAD movido pela Prefeitura e foi punido por sua livre expressão em publicações de charges nas redes sociais em conta privada e fora do local e horário de trabalho. Tudo isso dentro de um contexto de cortes de direitos e ataques do governo ao magistério municipal. O Repórter Popular acompanha o caso desde o princípio. Relembre aqui e aqui.
A corrente de solidariedade de sindicatos e organizações sociais do Brasil, e até de outros países, foi recebida em apoio à sua causa, que foi percebida como assédio patronal. No dia da primeira audiência do PAD, colegas de trabalho, sindicalistas e apoiadores se manifestaram com faixas e cartazes em frente ao prédio da Prefeitura para tornar pública a injustiça do processo e o autoritarismo do prefeito.
“A luta o reintegrou ao trabalho e vai vencer toda essa perseguição do governo”, comentou um apoiador e companheiro próximo ao professor.
Em muitos lugares, o assédio de autoridades tem investido contra servidores. Não muito longe, no município de Cachoeirinha (RS), o Sindicato dos Municipários (SIMCA) defende 2 professores de um PAD para calar denúncias graves de racismo e direitos humanos. O SIMCA também informou que, nos últimos dias, o professor Gilvan Andrade foi punido com um PAD após recusar intimidação da Secretaria de Educação para moderar sua opinião nas redes sociais. O roteiro é o mesmo do caso do professor Rafael.
“É luta que segue!”, afirma o sindicato.
